Associate Professor in Portuguese and Brazilian Studies at the University of Bologna, Roberto Vecchi holds the chair in Portuguese Literature and Brazilian Literature. Head of the Postcolonial Study Centre (CLOPEE), he is also coordinator of the Iberian PhD program of the University of Bologna where he is responsible for the branch of Portuguese and Brazilian Studies. He taught at the University of Venezia, Parma and Milan. In Portugal, he is Fellow Researcher at the CES (Centro de Estudos Sociais) of the University of Coimbra, in Brazil he is CNPq Fellow Reserach at the University of Campinas and São Paulo and, since 2010, in UK he is Visiting Research Fellow at the Centre for the Study of Post-Conflict Cultures at the University of Nottingham. Last books: Excepção atlântica.Pensar a literatura da guerra colonial (Porto, 2010) and with Margarida Calafate Ribeiro (orgs.) Antologia da memória poética da guerra colonial (Porto, 2011).
ABSTRACT:
"Thinking from Europe of an Iberian 'South'"
Even if through a quite complex process, the European inscription of the Iberian Peninsula defines a Southern position and the conceptualization for it and, in a more general sense, for the national cultures composing Iberia. In this way, Iberia always provokes a reconfiguration of the idea of the (European) south, in particular with other "South" (in a plural sense), such as the Italian "Meridione" defined in an extremely sharp and seminal way by Antonio Gramsci. From this point of view, it results quite interesting to wonder when the southern consciousness becomes crucial in the inner circle of the European reflection on Iberian cultures, such as it is plain in Antero de Quental’s lecture Causas da decadência dos povos peninsulares nos últimos três séculos (1871) and, more in general, in the cultural fin-de-siècle peninsular horizon.
In this way, it is relevant to focus the Iberian context inside the movement of modernization, in particular how it "subjects" (in a double, Foucaultian mode) this space as its specific, intersubjective (that is, relational) South, in a proximity to the sphere of what, again with Gramsci, we can call a "subaltern" social space. Contemporary Post-colonial and Cultural Studies, however projected inside and not outside Europe, can contribute to better configure such a process, providing with new tools and topics to interpret the "South" –even the Iberian South- as a cultural and political construction.
Si bien a través de un proceso bastante complejo, la inscripción europea de la Península Ibérica y, en un sentido más general, de las culturas nacionales que la componen, la define y conceptualiza a partir de su posición como Sur. De este modo, Iberia siempre provoca la reconfiguración de la idea del sur (europeo), en particular con otros “sur” (en un sentido plural) tales como el “Meridione” italiano, definido de un modo agudo y seminal por Antonio Gramsci. Desde este punto de vista, resulta muy interesante preguntarse cuándo esta conciencia de “sur” se vuelve crucial en el círculo interno de las reflexiones europeas sobre las culturas ibéricas, como sucede de manera evidente en la conferencia de Antero de Quental Causas da decadência dos povos peninsulares nos últimos três séculos (1871) o, más en general, en el horizonte cultural del fin-de-siècle peninsular.
Así, resulta relevante focalizar el contexto Ibérico en el movimiento de modernización, en particular cómo subjetiviza (de un modo doble, Foucaultiano) este espacio como su Sur específico, intersubjetivo (esto es, relacional), en proximidad con la esfera de lo que, nuevamente con Gramsci, podemos llamar un espacio social “subalterno”. Los estudios postcoloniales y culturales contemporáneos, si bien proyectados dentro y no fuera de Europa, pueden contribuir a configurar mejor este proceso, ofreciendo nuevas herramientas y temas para interpretar este “Sur” –incluso el sur ibérico- como una construcción cultural y política.
Ainda que através de um processo bastante complexo, a inscrição europeia da Península Ibérica define uma posição meridional e a conceptualização desse aspecto e, num sentido mais geral, das culturas nacionais que compõem a Península. Neste sentido, a Península Ibérica suscita sempre uma reconfiguração da ideia do Sul (europeu), em especial face a outras noções do “sul” (em sentido plural), como o “Meridione” italiano definido de um modo extremamente agudo e seminal por Antonio Gramsci. Deste ponto de vista, torna-se muito interessante averiguar quando é que a consciência meridional se torna crucial no ámbito das reflexões europeias nas culturas ibéricas, como acontece na conferência de Antero de Quental Causas da decadência dos povos peninsulares nos últimos três séculos (1871) e, mais genericamente, no horizonte cultural peninsular do fin-de-siècle.
Assim, é relevante considerar o contexto ibérico no quadro do movimento de modernização, em particular verificando como esse movimiento subjectiviza (num modo duplo, Foucaultiano) este espaço como o seu Sul específico e intersubjectivo (ou seja, relacional), aproximando-se da esfera do que, de novo com Gramsci, poderemos chamar um espaço social “subalterno”. Os estudos culturais e postcoloniais contemporâneos, ainda que delineados dentro e não fora da Europa, podem contribuir para melhor configurar este processo, fornecendo novas ferramentas e tópicos para interpretar o “sul” –mesmo o Sul ibérico- como uma construção cultural e política.
ABSTRACT:
"Thinking from Europe of an Iberian 'South'"
Even if through a quite complex process, the European inscription of the Iberian Peninsula defines a Southern position and the conceptualization for it and, in a more general sense, for the national cultures composing Iberia. In this way, Iberia always provokes a reconfiguration of the idea of the (European) south, in particular with other "South" (in a plural sense), such as the Italian "Meridione" defined in an extremely sharp and seminal way by Antonio Gramsci. From this point of view, it results quite interesting to wonder when the southern consciousness becomes crucial in the inner circle of the European reflection on Iberian cultures, such as it is plain in Antero de Quental’s lecture Causas da decadência dos povos peninsulares nos últimos três séculos (1871) and, more in general, in the cultural fin-de-siècle peninsular horizon.
In this way, it is relevant to focus the Iberian context inside the movement of modernization, in particular how it "subjects" (in a double, Foucaultian mode) this space as its specific, intersubjective (that is, relational) South, in a proximity to the sphere of what, again with Gramsci, we can call a "subaltern" social space. Contemporary Post-colonial and Cultural Studies, however projected inside and not outside Europe, can contribute to better configure such a process, providing with new tools and topics to interpret the "South" –even the Iberian South- as a cultural and political construction.
Si bien a través de un proceso bastante complejo, la inscripción europea de la Península Ibérica y, en un sentido más general, de las culturas nacionales que la componen, la define y conceptualiza a partir de su posición como Sur. De este modo, Iberia siempre provoca la reconfiguración de la idea del sur (europeo), en particular con otros “sur” (en un sentido plural) tales como el “Meridione” italiano, definido de un modo agudo y seminal por Antonio Gramsci. Desde este punto de vista, resulta muy interesante preguntarse cuándo esta conciencia de “sur” se vuelve crucial en el círculo interno de las reflexiones europeas sobre las culturas ibéricas, como sucede de manera evidente en la conferencia de Antero de Quental Causas da decadência dos povos peninsulares nos últimos três séculos (1871) o, más en general, en el horizonte cultural del fin-de-siècle peninsular.
Así, resulta relevante focalizar el contexto Ibérico en el movimiento de modernización, en particular cómo subjetiviza (de un modo doble, Foucaultiano) este espacio como su Sur específico, intersubjetivo (esto es, relacional), en proximidad con la esfera de lo que, nuevamente con Gramsci, podemos llamar un espacio social “subalterno”. Los estudios postcoloniales y culturales contemporáneos, si bien proyectados dentro y no fuera de Europa, pueden contribuir a configurar mejor este proceso, ofreciendo nuevas herramientas y temas para interpretar este “Sur” –incluso el sur ibérico- como una construcción cultural y política.
Ainda que através de um processo bastante complexo, a inscrição europeia da Península Ibérica define uma posição meridional e a conceptualização desse aspecto e, num sentido mais geral, das culturas nacionais que compõem a Península. Neste sentido, a Península Ibérica suscita sempre uma reconfiguração da ideia do Sul (europeu), em especial face a outras noções do “sul” (em sentido plural), como o “Meridione” italiano definido de um modo extremamente agudo e seminal por Antonio Gramsci. Deste ponto de vista, torna-se muito interessante averiguar quando é que a consciência meridional se torna crucial no ámbito das reflexões europeias nas culturas ibéricas, como acontece na conferência de Antero de Quental Causas da decadência dos povos peninsulares nos últimos três séculos (1871) e, mais genericamente, no horizonte cultural peninsular do fin-de-siècle.
Assim, é relevante considerar o contexto ibérico no quadro do movimento de modernização, em particular verificando como esse movimiento subjectiviza (num modo duplo, Foucaultiano) este espaço como o seu Sul específico e intersubjectivo (ou seja, relacional), aproximando-se da esfera do que, de novo com Gramsci, poderemos chamar um espaço social “subalterno”. Os estudos culturais e postcoloniais contemporâneos, ainda que delineados dentro e não fora da Europa, podem contribuir para melhor configurar este processo, fornecendo novas ferramentas e tópicos para interpretar o “sul” –mesmo o Sul ibérico- como uma construção cultural e política.